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História da Igreja

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História da Igreja
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A Equipe do Missão Jovem tem a grata satisfação e honra de lançar o livro

HISTÓRIA DA IGREJA
 Da idade apostólica aos nossos tempos 

 Padre José Artulino Besen

Sem dúvida, a leitura deste livro surpreenderá pela sua riqueza de conteúdos e, ao mesmo tempo, pelo estilo e simplicidade com que o autor apresenta os mais de dois mil anos da história da Igreja Católica, inserindo-a no contexto da história do mundo.

O livro foi preparado sobretudo, para os estudantes de história da Igreja, mas não deixa de ser de grande utilidade para todos e todas que quiserem conhecer melhor a história bi-milenar da Igreja Católica. Preferimos que o próprio autor apresente o livro e a mensagem que ele quer passar aos leitores que vivem a história da mesma Igreja no início deste terceiro milênio.


O PRÓPRIO AUTOR APRESENTA O LIVRO

"As imperfeições que se percebem na Igreja são atribuídas somente aos membros que procedem menos retamente. Isso não é suficiente, pois, a própria Igreja de Cristo enquanto comunidade, pela sua própria natureza, permanece sujeita a imperfeições...

A Igreja neste mundo não é ainda a Igreja ‘sem mancha nem ruga’ (Ef 5,27), não possui ainda totalmente a salvação através da visão beatífica, mas contemplando somente por espelho e por enigmas, caminhando na fé e na esperança, a cada dia progredindo na caridade, progride no ir ao encontro do Senhor. A assim chamada encarnação da Igreja de Cristo nas culturas, nas estruturas sociais dos povos, carrega consigo o perigo de uma verdadeira imperfeição, da qual a Igreja de Cristo, como a história testemunha, nem sempre esteve imune" (Dom Aloísio Lorscheider, Acta Synodalia II/5, pp. 801-802).

Dom Aloísio, depois nomeado Cardeal, retomou a observação por ocasião da discussão do esquema De Oecumenismo, querendo ressaltar que as culpas não são apenas dos indivíduos, mas também da própria Igreja que, enquanto comunidade, pela sua própria natureza, está sujeita às imperfeições.

Essa visão, já assumida teologicamente por Karl Rahner, Yves Congar, Hans Urs von Balthasar, suscitou reações apaixonadas que demonstravam um "santo orgulho católico" (a Igreja nunca errou e nunca errará), ainda hoje vivo em certos ambientes. Um exemplo, no próprio Concílio, é o conselho dado pelo bispo auxiliar de Sidney, Dom Muldoon, na conclusão de sua intervenção: "Permito-me dar esse conselho a esses Padres (bispos) que tão agudamente sentem o peso da culpa: procurai um bom confessor, mas poupai-nos!" (idem, II/6, p. 344).

Esse espírito de humildade e de realismo norteou a elaboração dos pequenos textos deste livro que, inicialmente, foram publicados no Jornal MISSÃO JOVEM. Houve leitores, mais sensíveis no nível apologético, que julgaram perigoso escrever sobre os pecados da Igreja: estaria oferecendo munição aos "inimigos". Isso não procede: tudo o que foi escrito já é do conhecimento do leitor médio e tenho a certeza de que o assumir os pecados é o único modo de purificar a memória, conforme pediu João Paulo II na Tertio Millennio Adveniente. Com perseverança, e quase solitariamente, ele preparou e presidiu a Celebração do Perdão em 12 de março do ano 2000: contemplando o Corpo chagado do Senhor pelos pecados no decorrer da história, contempla-se seu Corpo glorioso que nunca o deixou desprovida da graça que gera os santos.

Estas palavras encerraram a Celebração: "Irmãos e irmãs, desejamos que esta liturgia que celebrou a misericórdia do Senhor e quis purificar a memória do caminho dos cristãos nos séculos, suscite em toda a Igreja e em cada um de nós um empenho de fidelidade à mensagem perene do Evangelho". O Papa preferiu citar "os cristãos nos séculos", evitando incluir a Igreja enquanto comunidade na história, como sujeito dos pecados. Foi o possível no momento, mas deixa evidente a face da Igreja santa e pecadora.

A Igreja é capaz de cantar o Magnificat pela ação de Deus nela, e o Miserere pelos pecados dos cristãos que a tornam necessitada de purificação, de penitência e de renovação.

Ao elaborar esta breve História da Igreja, tive de fazer escolhas no tratar alguns temas e deixar outros de igual ou até maior importância, oferecendo uma visão complexiva do acontecer da Igreja situada na história dos homens, e assumindo atitude ecumênica no respeito às outras histórias de Igrejas e Comunidades cristãs.

Ao percorrer os séculos, o estudioso que ama a Igreja vai sentindo a saudade dos que vão nos deixando – ou que nós vamos deixando – e deseja sempre mais que o tecido inconsútil da veste do Senhor seja reconstituído através da admissão dos pecados de ambos os lados nos cismas, e da glorificação pelo essencial que permanece: a Sagrada Escritura, o mistério da Trindade, a Encarnação do Verbo eterno, a redenção pela Cruz e o Pentecostes que, de maneira quase sempre imprevista, desperta o entusiasmo dos cristãos e aumenta-lhes a família. A criatividade divina sempre ultrapassará nossas formas cristalizadas, revelando a face bela e resplandecente do Ressuscitado.

O leitor é convidado a não deter-se nos pecados ou nas vitórias, mas ter sempre presente que a confessio peccati é também confessio laudis: confessando nossos pecados confessamos o louvor de Deus.

Quero agradecer ao Pe. Paulo De Coppi - PIME, pela iniciativa de publicar durante quatro anos estes capítulos no Jornal MISSÃO JOVEM; agradecer ao Pe. Ney Brasil Pereira pela revisão e sugestões; agradecer ao Instituto Teológico de Santa Catarina-ITESC de Florianópolis que me dá a oportunidade de estar no 31º ano de magistério de História da Igreja.

E quero agradecer a todos aqueles que, ao lerem estes humildes textos, crescerem no amor do Senhor e de sua Igreja.

Pe. José Artulino Besen
Prof. de História da Igreja no ITESC
Instituto Teológico de Santa Catarina

Um dos tantos testemunhos:

Padre Jose Bensen, a paz de Cristo!

 Padre, seu livro sobre a História da Igreja é como a capa o diz. Tem o brilho e o poder da Ressurreição.

Que densidade, que texto bem conduzido e de agradável leitura. A linha de seu olhar sobre a história é cativante. Será meu livro de referencia.

Hoje estou comprando mais cinco exemplares para fazer presente aos amigos.

Esther Cardoso
Campo Grande



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