

A Pápua Nova Guiné, na época considerada uma das missões mais difíceis, foi a primeira escolha do PIME. Para lá partiram os primeiros missionários em 1852. Hoje, o Instituto está presente nos 5 continentes. Os frutos melhores de sua ação missionária são as 32 dioceses que o PIME iniciou, organizou e entregou aos bispos locais na China, Índia, Myanma (Birmânia), Bangladesh.... 18 de seus missionários morreram mártires. Dois deles, Alberico Crescitelli (China) e Giovanni Mazzucconi (Pápua Nova Guiné), já foram beatificados.
Em novembro de 1946 o PIME, atendendo ao apelo do papa Pio XII em favor da América Latina, enviou três padres ao Brasil para estudar as possibilidades de um empenho missionário neste país. Até então o PIME estava voltado unicamente para o continente asiático, do qual tinha uma larga experiência. Na América Latina era tudo para se fazer. A coragem e a criatividade próprias dos missionários eram desafiadas. Em poucos meses, feitos os devidos contatos e superadas não poucas dificuldades, o plano foi esboçado. Como ponto de referência foi escolhida a cidade de São Paulo, de onde os missionários estenderam suas atividades mais no interior do estado, em Assis, nas dioceses do norte do Paraná e em Santa Catarina.
Mas o jovem e corajoso Pe. Aristides Pirovano não resistiu ao fascínio da Amazônia e do trabalho entre os índios. Na outra margem do Rio Amazonas, a cerca de 300 Km de Belém, havia a vasta área do recém-criado Território Federal do Amapá, cuja capital, Macapá, era então uma cidadezinha de mais ou menos 4000 habitantes. Foi lá que mais uma equipe de missionários do PIME fixou sua tenda de irradiação para as dificílimas áreas do interior e, mais tarde, para Parintins, cidade pertencente à Diocese de Manaus. As peripécias e dificuldades enfrentadas por aqueles pioneiros, poderiam fornecer material, mais do que suficiente, para escrever uma das mais heróicas epopéias missionárias! Longas viagens pelos rios, clima quente e úmido, tifo e malária persistentes minavam a forte fibra dos jovens missionários.
É lógico se perguntar: de onde vinha tanta coragem? A resposta só pode ser encontrada numa extraordinária paixão pelo Reino de Deus que sempre foi e permanece a chave de solução dos problemas e a garantia do êxito da Missão Macapá e Parintins merecem ser visitadas. Hoje, são duas dioceses bem estruturadas e com muitas lideranças. Lá, junto aos missionários mais jovens e aos sacerdotes diocesanos, encontram-se ainda alguns dos pioneiros, de barba e cabelos brancos, cansados por tantos anos de trabalho e doenças tropicais, mas mostrando no rosto aquela alegria que é própria dos bons servidores. Ao encontrá-los a gente experimenta admiração e ternura!
Falando do heroísmo desses missionários, com quem tive longa convivência, não quero absolutamente desmerecer o trabalho daqueles que desbravaram as nascentes periferias de São Paulo; e de muitos outros que implantaram, quase do nada, muitas comunidades no Norte do Paraná e nos estados de MS, BA, MG, PA e RJ. Eles, com sua fidelidade e entusiasmo, estão colocando as bases de uma Igreja renovada e toda missionária.
A ALEGRIA DO DESAFIO
No Brasil, os missionários do PIME tiveram que começar do "bê-á-bá", pois o rico patrimônio antropológico e cultural do Instituto era exclusivamente asiático. Após 50 anos de presença no Brasil, sem dúvida, muito aumentou seu patrimônio cultural. A missão é um dar e receber. O anúncio do Evangelho aconteceu de várias formas. Da conversa pessoal e amiga de toda hora, à homilia proferida, às vezes, com sotaque europeu. Da reza de novenas conforme a religiosidade popular às reuniões de grupos e movimentos. Da redação de boletins e noticiários mimeografados ao rádio de bairro via alto-falante.
As distâncias e o isolamento das comunidades interioranas foram superadas pelas duas emissoras: "Rádio Educadora" em Macapá e "Alvorada" em Parintins. E assim, num esforço contínuo de inculturação, os missionários do PIME foram dando sua contribuição na evangelização deste imenso país que, embora lentamente, está assumindo sua própria evangelização e a missão além-fronteiras. O missionário, como Jesus, é um itinerante, não tem lugar fixo, mas fica livre para atuar onde Deus o chama. É o Reino a ser construído que pede este amor e gera tamanha paixão pelos irmãos.
Para saber mais sobre o PIME, visite os sites:
www.pime.org
www.pime.org.br
www.pimeusa.org
www.pimemilano.com
www.mundomissao.com.br
www.mondoemissione.itO PIME NO BRASIL O PIME NA AMAZÔNIA